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Fluminense é campeão e Seleção é definida. CORRIGIDO

Saltos Ornamentais 20/05/2017 17:24:52

Rio de Janeiro / RJ – No terceiro e último dia do 47º Troféu Brasil de Saltos Ornamentais, realizada neste sábado, no Parque Aquático Maria Lenk, casa da modalidade nos Jogos Rio 2016, o Fluminense conquistou o título geral, com 307 pontos. A competição foi a última seletiva para o Campeonato Mundial FINA de Budapeste e após a etapa ficou definido que o Brasil irá representado pelo sexteto: Giovanna Pedroso, Ian Matos, Ingrid Oliveira, Isaac Souza, Luana Lira e Tammy Galera.

Fluminense campeão - Com a conquista desta competição, a equipe tricolor das Laranjeiras garantiu o nono título nos 10 últimas edições do Troféu Brasil da modalidade; a exceção foi em 2013, vencido pela extinta Apoe (Associação Peneira Olímpica desportiva). No mesmo ano, o Fluminense conquistou a Taça Brasil. Na segunda colocação ficou o Pinheiros, 226. Em terceiro lugar, com 147 pontos, ficou o Grêmio Cief, da Paraíba.

O dia já começou animado, no Maria Lenk, com as meninas da Plataforma disputando salto a salto as maiores pontuações e índices. Ingrid Oliveira, do Fluminense, com 329,55 garantiu a primeira colocação e, mais uma vez, fez pontos suficientes para disputar a prova na Hungria.

- A prova foi boa, comecei muito bem. Ainda tenho que ajustar alguns detalhes. Em dois saltos eu não tive a mesma constância que nos treinos, mas agora vou aumentar a frequência dos meus treinamentos para chegar mais preparada. O Grand Prix foi bom para ver como está o cenário mundial e mostrar que evolui bastante. Hoje treinamos com toda uma estrutura muito boa, aqui no Maria Lenk, o que está nos ajudando muito. Foi bom voltar a competir internacionalmente, o que além de ser uma boa preparação para a Hungria, ajuda na nossa evolução – comentou Ingrid Oliveira.

Giovana Pedroso, do Botafogo, com 308,10 pontos somados, ficou a com a medalha de prata e, assim como Ingrid, confirmou sua presença na prova de plataforma no Mundial da FINA. Thais Rocha, do Pinheiros, com 207,45 pontos, terminou na terceira colocação.


- Gostei e foi a primeira vez que alcancei essa pontuação com a minha série completa. Sei que ainda tenho muito para ajustar. No Mundial eu espero estar bem melhor e conseguir uma pontuação mais alta, que no meu primeiro mundial adulto (Kazan 2015), em que eu já tinha conquistado uma pontuação boa – comentou Giovanna Pedroso.

Na sequência foi a vez do Trampolim masculino, em que Ian Matos do Fluminense saltou para sua primeira medalha de ouro do dia, ao somar 418,30 pontos. Ian, assim como nas eliminatórias, superou índice para representar o país no Mundial da Hungria, em julho próximo. Na segunda colocação ficou Kawan Pereira, do Centro Olímpico Gama, com 349,15, seguido por Luiz Felipe Outerelo, do Fluminense, com 325,25 pontos.


- Queria muito fazer esse índice. Estou bem tranquilo agora, mas fiquei preocupado quando soube do índice, que estão altos. Tinha que manter a média de 7 - 7,5 em todos os saltos, então tinha que fazer uma preparação especifica, junto com a minha técnica, Andrea Boheme. É muito bom fazer essas pontuações de forma seguida. No próximo mundial, quero fazer uma prova como fiz nestas eliminatórias. No meu primeiro tive um bom resultado, ficando em 22º lugar, em uma competição muito forte – analisou Ian Matos.

Completando a etapa da manhã, Andressa Mendes e Giovanna Pedroso conquistaram a medalha de ouro na plataforma sincronizada, para o Botafogo, com 278,64 pontos. A segunda colocação foi de Natali Cruz e Nicoli Cruz, da Anado, de Santa Catarina, com 259,53. O bronze ficou com o Fluminense, de Danielle Rodrigues e Ingrid Oliveira, com 226,86 pontos.

Abrindo as etapas da tarde, Ian Matos e Luiz Felipe Outerelo, dupla do Fluminense, que representou o Brasil na prova de trampolim de três metros sincronizado nos Jogos Rio 2016, levou a primeira colocação da disputa aqui no Troféu Brasil, com 383,64 pontos.

- Vim para o Fluminense em 2014, mas sei que a equipe é muito forte, desde a categoria de base. Hoje a seleção brasileira tem uma base muito grande do Fluminense, como vimos nos Jogos Olímpicos. Para nós, fazer uma boa competição e buscar o título é muito gratificante – completou Ian Matos.

A medalha de prata ficou com a dupla do Pinheiros, Francisco Monitoya e o aniversariante do dia, Jackson Rondinelli, com 328,41 pontos. O bronze foi para Brasília, com os meninos do Gama, Kawan Pereira e Luis Felipe Moura, com 304,81 pontos.

Do trampolim feminino vieram mais duas confirmações de presenças no Mundial. Tammy Galera, do Fluminense, com 297,65 pontos, garantiu a medalha de ouro e a ultrapassou o índice do mundial.

- Não poderia ser melhor. Já tinha tentado algumas vezes e bati na trave, mas vim completamente preparada, convencida que esse índice iria sair. Competi “super bem”, fiz a melhor pontuação da minha vida, em três metros, conquistei o título, que é sempre bom ser campeã brasileira, e ainda conquistei o troféu eficiência, que não esperava. Agora vamos treinar mais, focar mais. Desde fevereiro subi dois saltos novos, mais fortes, e falta um, para igualar com a maioria das atletas do mundo. Então, agora quero treinar a série forte, temos dois meses que passam muito rápido, para chegar e melhorar a pontuação – comentou Tammy Galera.

Mesmo com a segunda colocação, Luana Lira, do Grêmio Cief, da Paraíba, que somou 262,65 pontos, mas pela nota alcançada em fevereiro, na seletiva da modalidade (287,30 pontos), garantiu seu lugar na seleção e vai representar o país na Hungria. Com 219,75, Thais Rocha, do Pinheiros, conquistou a terceira colocação.

Na última prova do Troféu Brasil 2017, Plataforma masculina, Isaac Souza, do Botafogo, conquistou a medalha de ouro, alcançou índice para o Mundial e protagonizou um dos momentos mais emocionantes do torneio. Com 454,55 pontos, Isaac Souza, que contou com a torcida de todos os presentes no Parque Aquático, melhorou sua nota da fase eliminatória (366,65), recebeu as únicas duas notas dez da competição (que são descartadas pelos critérios de pontuação da competição) e foi parabenizado por todos os atletas do torneio.


- Essa foi a maior emoção da minha vida, ver o amor de todos eles por mim é muito bom. Estava muito nervoso, mas mesmo assim consegui fazer saltos bons, garantir o índice e realizar mais do que esperava em alguns saltos. Estou muito emocionado e tremendo até agora. Só de chegar até aqui, sei que todos os esforços, treinos e broncas do “Ale” (Alexander Ferrer, treinador de Isaac) me levaram ao índice e as altas notas. Espero chegar a uma final de mundial – analisou Isaac Souza Filho.

Na segunda colocação, com 380,70 pontos, ficou Jackson Rondinelli, do Pinheiros. Fechando o pódio da ultima prova, Kawan Pereira, do CO Gama, de Brasília, com 337,70 pontos.

Kawan Pereira recebeu o prêmio de mais eficiente, pelo masculino, com 45 pontos. Tammy Galera, do Fluminense, com 42, conquistou o título feminino.

Ausentes na seleção que irá para o Mundial, mas presentes na competição, Hugo Parisi e César Castro comentaram seus momentos atuais.

- Tive um período bom de descanso, que foi bem aproveitado. Depois dos Jogos Olímpicos ficou aquela dúvida, de ir a mais um ciclo ou não, mas decidi que vou continuar. Não tem como ser com o mesmo ritmo de 20 anos de idade, mas a decisão já tomei. Voltei a treinar em janeiro e como o salto é um esporte de muita técnica, não tenho muito como me cobrar. Fiquei muito tempo parado, consegui controlar a lesão na coluna, que hoje não me impede de fazer nada – analisou Hugo Parisi, que competiu a prova de plataforma sincronizada, no segundo dia, ao lado de Jackson Rondinelli, garantindo a segunda colocação.

César Castro, que atualmente mora nos Estados Unidos, veio prestigiar o evento e aproveitou para trazer ao Brasil a família inteira. País de gêmeos de seis meses, o saltador ainda não decidiu se irá voltar a competir.


- Hoje conseguimos ver nesta competição que temos alguns atletas com muito talento e condições de evoluírem e chegarem bem nos Jogos de 2020 e 2024. Mas, temos que aumentar o número de clubes e competidores. Chegar aqui e ver todo o legado olímpico funcionando, e muito bem, é importante e fundamental. Desde os Jogos do Rio 2016 eu estou afastado do esporte, aproveitando um pouco mais a família, mas daqui há uns meses vamos analisar se volto a competir – comentou César Castro.

Os Esportes Aquáticos do Brasil contam com recursos dos Correios - Patrocinador Oficial dos Desportos Aquáticos Brasileiros -, Lei Agnelo/Piva - Governo Federal - Ministério do Esporte, COB e Estácio.

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